domingo, 29 de setembro de 2013

Ela é linda!

     Eu não sei bem como é minha luta contra mim mesma, só queria ser assim. Vi a imagem no blog da Rchl e fui seduzida por ela, é a briga que tenho por dentro, em um momento quero ser a magra da revista e outra a mulher linda deitada no chão. Sim, ela é linda, por mais que digam que não, ela é linda e eu, quem sabe, um dia fico assim como ela.

Salva-me.

O falso fácil

    Está fácil sorrir por fora.
    Está fácil ignorar.
    Está fácil fingir.
    Está fácil não falar.
    Está fácil levantar pela manhã.
    Está fácil ouvir e escrever.

    Só não está fácil suportar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Um sorriso

Você não cruza comigo na rua.
Não olha para mim.
Não olha.
Ou percebe.
E eu estou do seu lado.
De manhã e a tarde.
Todos os dias passo por você.
E nada de você me notar.
E todos me veem.
Não quer cruzar teus olhos com os meus.
Mas hoje teu sorriso foi o mais lindo.
É pensar nele que tem me feito levantar.
E foi para mim, foi meu e é meu.
Obrigada pelo dia de hoje.

Querida Lucy

     Em um momento ela se perdeu em si mesma, não sabia mais se ia ou vinha, se enfrentaria ou desistiria de tudo, já espera a atitude de fracasso, sempre esperou dos outros e de si mesma, as pessoas lhe confirmavam a todo o momento que ela era abaixo dos pés, mesmo encobrindo as palavras, pondo um disfarce ela sabia as verdadeiras intenções entre todos. No fim de tudo teve que se socializa, não se tornar igual, apenas ouvir calada e refletir.

     Talvez fosse a coisa mais difícil naquele momento, mas bater de frente não daria jeito, abriu mão do que mais queria, o que mais pediu a Lucy e não foi atendida, tentou criar opções e foram todas em vão, desistiu mais uma vez, depois de tantas essa seria apenas mais uma, não colocaria a culpa em ninguém, a não ser em si mesma. A única coisa que ainda tinha forças de rebater eram as brincadeiras com sua aparência, já era um recomeço.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nada

     Não era nada. Não era felicidade. Não era amor, tão pouco dor. Não era carinho, era um pouquinho de tudo aquilo que nunca senti e descobri que era bom. Não era raiva, era mágoa. Sempre vou dizer isto para uma garota. Não foi você, foi eu. Não era ser como é, é eu não ser o que precisa. Nada. Era um caso e virou um acaso, saberíamos que seria assim, foi combinado.
     Ó garoto, não foi eu a pedra do teu sapato, a mosca da tua sopa ou o peixe da tua lagoa, volto a dizer que era combinado, aquela música não era nossa, ó garoto, te quero bem e tu me faz sentir mulher, mas era combinado, tudo combinado. Ó garoto, não faça isso e fique, encoste tua cabeça na minha e deixe-me sentir tua barba. Ó garoto, me beija. Ô garoto... Ô garoto...